
Por que não se deve escolher uma mãe de substituição por conta própria
À primeira vista, parece lógico: encontrar uma mãe de substituição por conta própria — mais rápido, mais barato e “sob controle”. No entanto, esse caminho é o que mais frequentemente termina em um programa fracassado, perdas financeiras ou sérios problemas jurídicos. Eis o motivo.
Você não consegue avaliar objetivamente os riscos médicos
Mesmo que uma mulher pareça saudável e já tenha tido filhos, isso não garante que ela seja adequada para a gestação de substituição.
A seleção profissional inclui:
- indicadores hormonais;
- estado do endométrio;
- riscos de trombose;
- infecções ocultas;
- histórico de gestações e partos anteriores;
- estabilidade psicológica.
Sem uma clínica, a maioria dos riscos críticos simplesmente não é visível.
Exames sem um sistema são uma falsa ilusão de segurança
Realizar apenas “exames básicos” não é suficiente. Importa quando, com que frequência e em que dinâmica eles são feitos.
A clínica:
- repete os exames em etapas-chave;
- monitora a reação do organismo aos hormônios;
- retira rapidamente a mãe de substituição do programa em caso de risco.
De forma independente, ninguém faz isso.
A maior ameaça: o caos jurídico
Sem acompanhamento profissional, você corre o risco de:
- redigir o contrato de forma incorreta;
- violar exigências legais;
- ficar sem direitos sobre a criança em um momento crítico;
- não ter mecanismos de proteção em caso de conflito.
Um erro jurídico na gestação de substituição não pode ser corrigido posteriormente.
O fator humano é a principal causa de falhas
Mesmo uma mulher responsável pode:
- mudar de decisão;
- não seguir as recomendações médicas;
- desaparecer durante a gravidez;
- recusar a cooperação após o parto.
A clínica trabalha com contratos, controle e cenários de reserva. Sozinho, você fica sem proteção.
A incompatibilidade psicológica não é um detalhe menor
A mãe de substituição participa do processo por 9 meses. Uma mulher psicologicamente despreparada pode:
- criar um vínculo emocional com a criança;
- pressionar os pais;
- manipular as condições da cooperação.
O rastreio psicológico profissional é obrigatório, não “opcional”.
Você assume um papel para o qual não está preparado
A busca independente significa que você:
- controla o tratamento;
- resolve conflitos médicos;
- coordena médicos;
- assume responsabilidade por complicações;
- arca com toda a responsabilidade financeira.
Esse não é o papel dos pais, mas da clínica e do departamento jurídico.
“Mais barato” muitas vezes acaba sendo o mais caro
Um programa fracassado significa embriões perdidos, tempo perdido, novas tentativas e novos custos. Economizar na seleção da mãe de substituição é a economia mais arriscada de todo o programa.
A clínica oferece o que acordos privados não oferecem
- bases de dados verificadas de mães de substituição;
- candidatas de reserva;
- experiência em situações de crise;
- algoritmos claros de ação;
- responsabilidade total pelo processo.
Isso não é intermediação — é um sistema de segurança.
Conclusão
Escolher uma mãe de substituição por conta própria não é um ato de coragem, mas um alto risco. Em um programa onde estão em jogo uma criança, a saúde e anos de vida, a improvisação não funciona. Uma clínica confiável não é um custo adicional — é a garantia de que o caminho até a parentalidade não se transformará em um pesadelo jurídico, médico e psicológico.